Uma centena de jovens percorreu no sbado vrias artrias da capital e atacou as sedes nacionais do CDS e do BE bem como os bancos Esprito Santo e Millenium BCP atingindo-os com ovos e tinta. O CDS j reagiu exigindo um rigoroso inqurito judicial para o apuramento da responsabilidade pelos crimes contra a sua sede nacional.
O secretário-geral adjunto do Partido Popular, António Carlos Monteiro assina o comunicado em que se afirma que, ” “durante a tarde de sábado, um grupo de manifestantes causou danos à sede nacional do CDS, alguns contendo tinta, que mancharam a fachada do edifício”.
“Configurando estes atos crimes públicos previstos no Código Penal, o CDS espera que as autoridades abram inquérito nos termos da lei e apurem todas as responsabilidades, para que este tipo de comportamentos que põem em causa a propriedade, a segurança e a liberdade dos outros, não fiquem impunes”, acrescenta o comunicado.
Dano – Crime previsto no art.º 212º do Código Penal
O suspeito é o único detido e foi notificado para ser presente esta segunda-feira a tribunal.
Identificados os jovens que tenham sido autores dos ataques à tinta
contra os edifícios eles são passíveis de serem acusados do crime de
dano previsto e punido no art.º 212.º do capítulo dos crimes contra a
propriedade do Código Penal.
É precisamente para que os autores possam responder por este crime que o
CDS-PP exige a abertura do inquérito aos acontecimentos. O Bloco de
Esquerda não reagiu até ao momento.
“Numa democracia é inadmissível que pequenos grupos deliberadamente ultrapassem o legitimo direito de manifestação e decidam causar danos à propriedade alheia” conclui o CDS-PP defendendo que “quem estraga património alheio deve ser obrigado a reparar os estragos causados”.
Revolta à solta em Lisboa
No passado sábado, um grupo de jovens convocados através das redes sociais, e alegadamente ligados a movimentos anarquistas, afluíram à rua da Mouraria pelas 15h00 no centro de Lisboa, dirigindo-se depois para a zona do centro de Lisboa.
Os jovens que aparentavam estar preparados para qualquer eventual conflito com as forças policiais, já que se encontravam munidos de pequenos engenhos explosivos, armados de escudos, bastões, petardos, tochas e ácido muriático – utilizado para fazer os célebres cocktails Molotov – mas optaram por não entrar em confrontos com os agentes da autoridade.
Os jovens passaram pela Rua da Palma, pelo Largo Adelino Amaro da Costa e pela Rua Augusta onde atacaram as sedes do Bloco de Esquerda e do CDS – Partido Popular bem como as instalações do Banco Espírito Santo e do Millenium BCP com ovos e tinta que marcaram os frontispícios dos imóveis.
Chamada a intervir para por cobro à ação contestatária dos jovens, a Policia de Segurança Pública cercou os jovens, identificando-os e acabando por deter um homem de 31 anos de nacionalidade portuguesa, por posse de petardos.