São duas, em princípio, as “grifes” por trás de “Headhunters” (veja o trailer ao lado), coprodução norueguesa e alemã com estreia no Brasil prevista para 22 de junho. Primeiro, há a marca de Jo Nesbo, o autor norueguês que é considerado um dos principais expoentes da literatura policial que os países nórdicos têm exportado em anos recentes. 

Além disso, uma das produtoras do longa é a mesma da trilogia “Millenium” – mas aqui se está falando da original, a sueca, e não da versão americana, que ganhou o primeiro capítulo em 2011, sob direção de David Fincher. Escritos por Stieg Larsson (1954-2004), “Millenium” tornou-se um best-seller internacional. E o mesmo se dá com as obras de Nesbo. 

É numa delas, publicada em 2008, que se inspiram os roteiristas de “Headhunters”, descrito como um “thriller de ação intenso” pela distribuidora brasileira. Mas o vídeo promocional mostra, já no começo, que existe também humor. Ali, vemos o protagonista descrevendo-se: “Meu nome é Roger Brown. Tenho 1,68m de altura. Não é preciso um psiquiatra para saber que preciso compensar isso…”. Em seguida, ele comenta o preço elevado de sua casa. 

O título do filme refere-se à atividade oficial do personagem em questão, um “caçador de talentos”. A sinopse oferece uma síntese: “é casado com Diana, dona de uma galeria e incrivelmente bonita, tem uma mansão cara demais e precisa, para viver dentro de seus padrões, roubar algumas obras de arte”.

O que move a ação de “Headhunters” é uma escolha infeliz da parte de Brown. Apresentado pela mulher ao dono de um quadro bastante caro, ele logo se interessa pelo objeto. Ao levar a missão de roubo adiante, porém, faz uma descoberta inesperada, que o compromete mais que o previsto e desencadeia um plano de fuga.